28 março, 2009

Previdência privada: começar cedo é a melhor opção

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Fonte: Patricia Zwipp - Especial para o Terra   http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200903271453_RED_77943080&idtel, em 28/03/2009.


Desde os 18 anos, o analista de sistemas Daniel Jorge Achkar de Souza, 29, investe uma quantia mensal para ter tranquilidade financeira depois de aposentado, por meio de um plano de previdência privada. A idéia é uma forma de acumular recursos que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no fim da carreira.

Os interessados em preparar o futuro desde já devem arregaçar as mangas e pesquisar. Há muitas maneiras de poupar de olho na aposentadoria. Além da previdência privada, a lista conta com caderneta de poupança, fundos de investimentos, ações, entre outros.

Seja qual for a opção escolhida, não há dúvidas de que é muito melhor começar desde cedo. É que, assim, pode investir pequenas quantias mensais, que não pesam tanto no bolso. Se alguém de 30 anos pretende ter R$ 500 mil aos 60 anos e investiu em algo que dê lucro de 1%, deve começar com R$ 143,06 mensais.

"Se começar aos 40, R$ 505,43. Aos 50, R$ 2173,54. A diferença é brutal", explica Fabio Gallo Garcia, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas e da PUC/SP. Mais interessante ainda seria se os pais investissem para os filhos assim que nascessem. "A vida do filho estaria feita e sem esforço substancial", comentou Gallo.

O analista de sistemas Daniel Achkar, que deve se aposentar aos 53 anos, começou recolhendo R$ 80 por mês e, conforme mudava de cargo, aumentava o valor. Atualmente, são R$ 500 mensais. "Com a previdência privada e a social devo receber o valor do meu salário atual", prevê.

Os precavidos ficam muitos passos a frente na busca por uma quantia de dinheiro suficiente para relaxar após deixar de lado o trabalho. Já os desencanados podem precisar cortar gastos e abrir mão de vontades por terem a Previdência Social como única fonte de renda. O valor máximo atual do benefício do INSS é de R$ 3218,90.

A contadora Sônia Calixto, 48, optou pela previdência privada há apenas sete anos, quando se informou melhor sobre o assunto. "Coloco R$ 400 por mês para, aos 65 anos, conseguirei tirar cerca de R$ 2 mil mensais, além da previdência social".

O problema é que deve se aposentar ainda neste ano e pretende trabalhar por mais três. Depois de parar, não terá renda para contribuir com a previdência privada e não atingirá sua meta. A solução seria destinar uma quantia muito maior agora, o que não é viável para o seu orçamento. "Ainda não sei o que fazer. Provavelmente, vou resgatar o valor que tenho antes dos 65 anos."

Portanto, o ditado "não deixe para depois o que pode fazer hoje" resume bem a maneira como o planejamento deve ser encarado.

Opções 
"Antes de investir, deve saber sobre os tributos, os rendimentos, as formas de contratação, taxas administrativas. Também é importante confiar na instituição, lembrando que seguradoras também quebram", alerta Garcia.

As opções de investimento têm níveis de risco diferentes, detalhe que deve ser levado em consideração, de acordo com o professor de finanças.

"Tem de analisar o prazo do investimento e o grau de importância daquele dinheiro. Se o prazo é curto e a importância é grande, não pode correr riscos e a caderneta de poupança é uma opção. Se as variáveis são inversas, pode correr maior grau de risco e, assim, investir em ações. De modo geral, no caso do valor para a aposentadoria, sou favorável a uma carteira menos agressiva, porque aquele dinheiro é muito importante", explicou.

Tentação 

Um dos grandes perigos de guardar dinheiro é cair na tentação de usá-lo para satisfazer desejos consumistas. O correto seria fazer de conta que não existe para não cometer o erro de assaltá-lo. "Nessas situações, a previdência privada é pedagógica. Inibe que se tire o dinheiro, porque a pessoa tem de pagar um baita tributo", diz Garcia.

Há dois tipos de planos de previdência privada: o aberto e o fechado. O primeiro pode ser contratado por qualquer pessoa, enquanto o outro é destinado para grupos, como funcionários de uma empresa.

Os planos privados disponíveis são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O PGBL é indicado para quem faz declaração completa do imposto de renda e permite que se deduza do imposto até 12% da renda bruta anual.

O VGBL é a opção para quem preenche a declaração simplificada e não possibilita abatimento. "Quando for sacar o dinheiro no PGBL, paga tributo sobre todo o valor. No outro caso, só sobre o do rendimento", completa Garcia.

Valor Não é difícil ouvir que 70% do salário atual da pessoa são suficientes para viver sem problemas após a aposentadoria. Gallo afirma que isso não passa de um mito. "Não existe uma porcentagem padrão. Tem de se perguntar como quer viver aposentado. A porcentagem é diferente para quem quer visitar um país diferente todos os meses e para quem quer viver em uma casa pequena e vender tudo o que tem a mais", esclarece. 

Não é fácil calcular quanto é preciso ter no futuro. Quando colocar tudo na ponta do lápis, uma dica é lembrar que há gastos que diminuem, como com filhos e transporte, e outros que tendem a aumentar, entre eles estão o lazer e remédios. Não deixe de acrescentar na conta o valor que virá do INSS.

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